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I – Futebol Científico

O futebol é um fenômeno científico. 

É um jogo esportivo que produz conhecimentos estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, dotados de universalidade, objetividade e suscetíveis de ensinamentos. 

Enquanto fenômeno observável, o futebol, é um confronto de sistemas coletivos (equipes) de forças (“energias potenciais”) oscilantes e mensuráveis.

A Ciência, enquanto criação da mente humana, organiza os conhecimentos, ensina as regras das evidências e como as coisas podem ser percebidas. 

Pensar o futebol cientificamente , “lato sensu”, representa uma evolução no modo de compreender, planejar e perceber o jogo, antes de jogá-lo.

 

II – Sobre o método IRS®

             (?) Porque grandes equipes perdem jogos, passivas e desorganizadas, para adversários teoricamente mais fracos e vulneráveis ?

           Em ciência se diz que: “a frequência de um determinado fenômeno revela a sua relevância e importância.” A questão da previsibilidade dos desempenhos dos atletas em todas as modalidades de esportes (desempenhos desejados em ponto futuro) é investigada e desperta interesse em escala mundial, há muito tempo. 

Muitas ciências e fatores concorrem na preparação dos atletas competitivos. Vultosos são os investimentos realizados em pesquisas científicas na busca de conhecimentos que favoreçam os competidores na obtenção lícita (e até ilícitas) de índices competitivos e resultados vitoriosos.

O método IRS®, ora apresentado, permite que se calculem as potencialidades das equipes, a partir do cotejo entre duas ou mais forças. Não se trata de adivinhação e nem de horóscopo.

Centenas de projeções, seletivas e aleatórias,  foram realizadas e analisadas segundo critérios cientificamente válidos. Assim, com base na relevância dos resultados mensurados, inferimos:

      Equipes potencialmente mais fortes vencem (65%) e empatam (10%) dos confrontos que realizam, numa frequência mínima de 75% das observações estatísticas.

Conheça mais sobre a metodologia IRS®. 

 

III- Energias Potenciais

 

No futebol a qualidade das “energias potenciais” dos jogadores, no momento do confronto, é que determina a equipe coletivamente mais forte. 

Os desempenhos e os aproveitamentos das equipes, bem como, os rendimentos dos atletas, dependem da qualidade das energias humanas transformadas nos momentos dos confrontos.

Os altos e baixos das equipes de futebol estão relacionados com as qualidades e as oscilações das “energias potenciais” que, nos confrontos, são transformadas em movimentos e ações concretas no jogo.

 

  • Características dos confrontos

  • Os confrontos entre equipes de futebol, em síntese, relacionam: as reservas de “energias potenciais” acumuladas, as variáveis táticas aplicadas no curso de um jogo, a incidência (maior ou menor) de falhas individuais dos jogadores, as regras oficiais do futebol e o regulamento da competição.
  • No futebol todo o confronto tem tempo certo para terminar; assim, considerando-se os condicionamentos atléticos dos jogadores para “desempenhos ótimos”, os jogos sempre terminam antes das “energias potenciais” acumuladas se exaurirem.
  • Quando um time mais forte não vence um confronto, em tese, não transformou adequadamente as suas “energias potenciais” acumuladas na construção de situações concretas de jogo visando neutralizar as manobras táticas predominantemente defensivas, do mais fraco.
  • Um time mais forte, no intuito de impor a sua “energia potencial” superior, incide em mais erros coletivos e individuais que retardam as suas possibilidades de transformar, as situações concretas de jogo, em vantagem e resultado.
  • Situações concretas de jogo são construídas a partir dos improvisos individuais e condicionamentos coletivos que determinam o domínio dos espaços e o controle da bola, evidenciando e consolidando o desequilíbrio e a superioridade de uma equipe sobre a outra.

 

  • Limites das “energias potenciais” acumuladas

 

  • As “energias potenciais” acumuladas, quando transformadas em movimentos, causam o desequilíbrio entre as equipes, evidenciando as diferenças das forças internas nos sistemas coletivos.
  • Nos confrontos, os desempenhos coletivos e individuais nunca excedem os limites máximos das “energias potenciais” acumuladas nas equipes (coletivamente), e nos jogadores (individualmente).

 

  • Transformações das “energias potenciais”

 

  • Os jogadores usam as “energias potenciais” acumuladas nos seus organismos para as funções vitais e trabalhos (movimentos); os alimentos por eles ingeridos proporcionam uma reserva energética estrategicamente armazenada (energias potenciais) para ser transformada em movimentos nas ações e situações concretas do jogo. 

 

  • Oscilações das “energias potenciais”

 

  • As “energias potenciais” acumuladas se transformam em trabalho e movimento conforme os momentos dos estados fisicos, mentais e emocionais dos jogadores.
  • O “quantum” das reservas de “energias potenciais” das equipes de futebol – coletivamente – e dos jogadores – individualmente – oscila para mais (+) ou para menos (-) em todos os jogos (momentos de forças).

 

  • As “energias potenciais” das equipes

 

  • Coletivamente onze (11) jogadores escalados representam 100% das “energias potenciais” acumuladas numa equipe de futebol.
  • Três jogadores, numa equipe, correspondem a 27,27% das “energias potenciais” acumuladas.
  • Individualmente, um jogador representa 9,09 % das “energias potenciais” acumuladas de uma equipe de futebol.

 

  • As “energias potenciais” acumuladas nos atletas

 

  • As “energias potenciais” individuais podem ser mensuradas através da metodologia IRS®.
  • As “energias potenciais” oscilam conforme as qualidades dos momentos dos atletas.
  • As “energias potenciais”, nos atletas, podem oscilar em três níveis:

Níveis           Energia Potencial

Índices Relativos de Sinergias - IRS®

                N3                        Forte

0,67 até 0,99

                N2                        Média

0,34 até 0,66

                N1                        Fraca

0,01 até 0,33

(*) Nos Diagnósticos Esportivos apenas os índices máximos, dos níveis de energias, serão registrados.

 

  • As “energias potenciais” nas substituições e expulsões

 

  • As substituições e expulsões de jogadores nas equipes causam oscilações das “energias potenciais” das equipes de futebol para mais (+) ou para menos (-), conforme as “energias potenciais” acumuladas dos jogadores.
  • Sempre que as equipes substituem jogadores nos confrontos, alteram as suas “energias potenciais” acumuladas, para mais (+) ou para menos (-).

 

  • As execuções dos arranjos ou planos táticos

 

  • As execuções dos arranjos ou planos táticos projetados para o jogo, na prática, dependem fundamentalmente das “energias potenciais”, coletivas e individuais, acumuladas.

                                    

IV – Sobre os limites para se prever

desempenhos

        “Todos os cisnes são brancos. Essa era a ideia que ninguém contestava até a descoberta do cisne negro na Austrália. Imagine a surpresa para os ornitólogos.      A existência de um único pássaro negro bastou para derrubar a verdade de uma época.

  Fazer previsões exige conhecimentos sobre tecnologias que serão descobertas no futuro. Mas tal conhecimento iria permitir quase automaticamente que começássemos a desenvolver essas tecnologias imediatamente. Portanto, não sabemos o que saberemos.” (A Lógica do Cisne Negro – Nassim Taleb, 2010)

 

V – O homem que mudou o jogo

         

      O gerente geral da Oakland A, Billy Beane (Brad Pitt), desafia o sistema e a sabedoria convencional quando é forçado a recompor sua pequena equipe com um orçamento baixo.

      Apesar da oposição da velha guarda, da mídia, dos fãs e do próprio gerente de campo (Philip Seymour Hoffman), Beane – com a ajuda de um economista jovem, formado em Yale (Jonah Hill) – usando uma sofisticada análise estatística dos jogadores acaba mudando para sempre o modo como o baseball é jogado.

A história

“O filme começa com uma frase de Mickey Mantle:

“É inacreditável o quanto você não sabe sobre o jogo que

você esteve jogando durante toda a sua vida”.

Em seguida, cenas de um rebatedor de beisebol concentradíssimo – e nervoso. As cenas são do dia 15 de outubro de 2001, em um jogo decisivo da Liga Americana de Beisebol. De um lado do campo, um orçamento de US$ 114,46 milhões, do famoso New York Yankees. E do outro, US$ 39,72 milhões do Oakland Athletics.

Em um estádio vazio, Billy Beane (Brad Pitt) está sentado sozinho. Ele liga e desliga o rádio que transmite o jogo. O time que ele administra, o Oakland Athletics, perde a disputa. Mas ele será capaz, em um movimento arriscado, a entrar para a história com um grande feito e, de quebra, mudar a lógica do tradicional esporte.

Infelizmente não é todo mundo que gosta de números. No Brasil e em tantos outros países, o que faz sucesso são as “ciências humanas”. Fundamentais, elas, aliás. Eu mesma busquei este caminho, e o admiro. Mas a cada dia eu acho a lógica da matemática e dos números fundamental. Para tudo. Moneyball mostra a importância desta lógica e de uma escola econômica para o esporte. Mas essa mesma lógica pode ser aplicada em várias outras partes. Com eficácia.

Antes que alguém entenda errado o que eu escrevi, esclareço: não acho que a vida inteira se explique com números. Mas há uma dinâmica e uma repetição cíclica de fatos, uma previsibilidade no desempenho humano – seja ele aplicado no que for – que fascina. E que pode nos ajudar a buscar mais eficiência evitando erros conhecidos. Ainda assim, é claro, existe também o imprevisível. Verdade. Mas ele é apenas o contraponto de toda a previsibilidade calculável.”

Conclusão

Todos gostam de uma história edificante. Destas que mostram superação. Moneyball é uma destas histórias. Mas diferente de outras, ela não evidencia apenas a capacidade humana de passar pelos próprios limites e chegar à vitória apesar deles.

Ela revela que, muitas vezes, a vitória pura e simples pouco importa. O bacana é encontrar uma solução criativa para um problema difícil de ser resolvido e, de quebra, inspirar outras pessoas a provocar mudança.

Mais que uma história sobre um esporte, Moneyball é a narrativa sobre a aplicação de conceitos econômicos em um cenário que antes era visto como terreno de talento e improviso. Moneyball mostra como há lógica e que é possível prever resultados mesmo em cenários criativos. Bem dirigido e com um roteiro competente, mesclando cenas reais e a recriação de fatos com um elenco competente, é um filme envolvente. Vale o ingresso.

(Crítica (non) Sense da 7ª Arte – Blog com críticas de cinema – Autoria: Alessandra Ojeda –Jornalista e doutoranda do curso Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid).

 

 VI – Porquê as equipes  mais “fortes” sucumbem?

Davi e Golias

As equipes mais fortes deixam de vencer confrontos por não saberem que estão mais fortes. 

Em estatística se diz que o desvio padrão é a medida mais comum da dispersão. Ele evidencia o quanto de variação ou “dispersão” existe em relação a um resultado esperado.

Neste estudo, embora o desvio padrão apresente-se elevado (25%), indica que os dados estão dispersos por uma gama de situações (objetivas e subjetivas) que, se existentes, afetariam as projeções diagnósticas.

A seguir relaciona-se, a título de exemplo, algumas situações intervenientes que justificam o percentual do desvio padrão em 25%:

  • erros de arbitragens;
  • orçamentos das equipes; 
  • simulações dos atletas;
  • doping no esporte;
  • manipulações de resultados;
  • fatores climáticos extremos;
  • altitudes geográficas extremas;
  • sorte/azar;
  • outras.

 

 

Alô! (51) 96556001